Ingrid Bergman, uma das
atrizes mais importantes e inesquecíveis do cinema, completaria 100 anos em 29 de
agosto de 2015. E por este motivo a 68ª edição do Festival de Cannes, prestou
uma homenagem a estrela que nasceu em Estocolmo (Suécia), mas que rompeu os
limites das telas, quebrou paradigmas e causou polêmicas.
Sua estreia no cinema
aconteceu quando estava com 17 anos, mas sua carreira alavancou quando iniciou
uma parceria com Gustaf Molander. Porém, a consagração na Suécia chegou com
´´Itermezzo`` (1936) e partir de então iniciou uma carreira de sucesso em
Hollywood.
Nos
anos 40, Ingrid protagonizou 13 filmes, dos quais alguns fazem parte da série
clássicos do cinema americano. Quem não se lembra da personagem, IIsa Lund
Laszlo, no famoso Casablanca?
A
significativa expressão do rosto da personagem, que revela sua emoção interior,
durante os acordes da música As Time Goes By, marcou a atriz e encantou o
público durante muito tempo. Parece, que
quando a atriz ia jantar em algum restaurante, onde havia um pianista, o maitre
pedia para o músico tocar a canção para ela.
Em
1944, Ingrid recebeu a primeira estatueta do Oscar com o longa ´´À Meia Luz`` e no ano
seguinte começou a trabalhar com o diretor Alfred Hitchcock, que gostava de chamar de
´´um adorável gênio``, dando seguimento a sua brilhante carreira e estrelando, ´´Quando Fala um Coração`` (1945), Interlúdio (1946) e Sobre o Signo
de Capricórnio (1949).
Mas,
foi com o diretor italiano Roberto Rossellini que dividiu sua arte e sua vida.
Com ele teve três filhos, entre os quais está a atriz Isabella Rosselini
(Veludo Azul), e protagonizou 6 filmes. Entretanto, o efeito dessa relação não
foi recebido de forma positiva nos EUA, gerando um grande escândalo para a
época. Isto, porque ambos estavam casados quando se conheceram e a atriz teve que
abandonar a filha, Pia, para ficar com Rossellini. Dessa
união resultaram os filmes ´´Stromboli``, ´´Europa 51`` e ´´Romance na
Itália``.
Em 1956, Ingrid retorna a Hollywood para receber o seu segundo Oscar
pelo filme ´´Anastasia``, mas a sua volta ao cinema americano não resultou em
bons trabalhos, embora tenha sido premiada com um terceiro Oscar pelo filme,
´´Assassinato no Expresso Oriente``. No
final da sua carreira a atriz fez um trabalho com o diretor Ingmar Bergman
´´Sonata de Outono``, no ano de 1978.
Ingrid
morreu aos 67 anos de câncer de mama. A forte presença da atriz contribuiu para eternizar as diversas personagens que interpretou, e da mesma
forma, sua vida levou o público a refletir sobre o papel feminino na sociedade. Podemos entender isso tomando como exemplo,
mais uma vez, o filme Casablanca. Nele a personagem Ilsla, quebra a rotina
diária de uma relação, para viver uma grande uma paixão em Paris, assunto que se
propagou de forma impactante no público feminino da época.
Segundo
depoimento de sua filha Isabela Rosselini, "Ela mostrou que as mulheres são independentes, que as mulheres querem
contar a sua própria história, querem tomar a iniciativa, mas às vezes elas não
podem, porque às vezes a nossa cultura social não permite que as mulheres
rompam com certas regras".
Parece
que a vida de Ingrid Bergman também vale um filme.


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